terça-feira, 9 de junho de 2015

Meu primeiro artigo acadêmico


Apresentação:

Este é um pequeno manual para os alunos do 5º e 6º semestre que estão se aventurando na produção do seu primeiro (mini) atigo científico. Boa leitura, e mãos à obra!



MEU PRIMEIRO ARTIGO

   Nem todas as faculdades exigem a produção de artigo científico pelos seus alunos, o que considero uma pena. A atividade proporciona momentos raros de leitura que, sem essa obrigação, normalmente os alunos não fazem, pois exige maior concentração, busca por aquele parágrafo que diz muito, outras referências sobre o mesmo tema, e causa uma sede por conhecimento que cresce à medida em que nos esforçamos para compreender o que lemos com a finalidade de produzir um novo texto a partir das leituras feitas.

No começo é penoso, ou porque nos empolgamos tanto com as leituras que nem queremos parar para escrever os primeiros parágrafos, ou porque não fazemos ideia de “por onde começar”.

O que recomendo é simples: leia um, dois ou três autores sobre o mesmo tema. Não tudo, alguns capítulos ou páginas que vão direto ao assunto que se está pesquisando. Selecione os parágrafos que passam a ideia principal daquele autor sobre o tema. Se for mesmo usar, de forma direta ou indireta – e já explico a diferença – é bom digitar o trecho e a referência. Tudo dentro das normas ABNT para produção científica.

Depois dessa primeira “triagem” nas leituras feitas, penso no que entendi e como poderia reproduzir o pensamento dos autores “sem copiar”. Já falo sobre isso também.

Como se eu fosse contar o que li e entendi para outra pessoa, começo o processo de escrita. As primeiras linhas podem parecer meio soltas, sem introdução, mas volto depois e ajeito isso tudo. O importante é começar a pôr no papel e depois organizo. Outra técnica é usar o parágrafo ou frase do autor citado e em seguida desenvolver meu texto sobre, como se estivesse comentando com o leitor o que acabei de ler daquele autor. Para começar, dá certo. Mas...um artigo não começa pela citação direta, preciso antes contextualizar o tema. 

É importante deixar bem claro o que é citação de outro autor, o que é texto meu. Quando leio o que um aluno escreve sem citações, fico na dúvida se o texto foi integralmente copiado ou o quanto ele realmente desenvolveu. Não que eles não sejam capazes, mas é estranho nunca terem feito, e sei que no começo é complicado, e de repente eis que surge um texto de cinco páginas, ou quatro, ou três, duas, uma.

Não tem problema citar os autores, aliás, deve ser feito, desde que tudo esteja de acordo com as regras da escrita acadêmica e com referências no final do texto. 


Seguem alguns exemplos de citações:

Exemplo 1 – Citação direta, com até 03 linhas:

     Os meios dão suporte uns aos outros, e, atualmente, todos acabam convergindo para a internet ou buscando nela sua fonte para criar novo conteúdo: “longe de terem usurpado o lugar social dessas formas de cultura, os meios de comunicação foram crescentemente se transformando em seus aliados íntimos” (SANTAELLA, 2002, pág.52).    

Note que a citação com até 03 linhas segue normalmente dentro do texto, distinguindo-se pelo uso de aspas na fala do autor citado, no caso Lúcia Santaella.

Já no exemplo abaixo, o texto do autor citado tem mais de 03 linhas, por isso segue outra regra da ABNT: recuso de 4cm à direita, letra menor do que o texto vinha seguindo (era fonte 12, agora passa no trecho citado a ser 10, o recuo das linhas é retirado) e não precisa de aspas:


Cada um desenvolvendo sua própria linguagem e estilo. O que é fato em um pode vir a ser o assunto de outro, ampliando a visibilidade do artista, da arte e da cultura:

Uma das mais comuns e antigas formas de expressão cultural é a música. Ela encontra na oralidade, e, posteriormente no rádio, seus primeiros propagadores. Mas não foi apenas com o veículo rádio que a música se popularizou, tornando seus intérpretes e compositores conhecidos e queridos no Brasil. Os festivais de televisão, promovidos no final dos anos 1960, deram aos artistas grande visibilidade, revelando novos talentos que tornaram-se inesquecíveis para a cultura nacional e internacional (GODOY, 2013, p.58).

 Após a citação do outro autor, continuo normalmente o meu texto, no parágrafo seguinte, retomando a fonte tamanho 12, espaço entre as linhas de 1,5 cm e assim por diante.
Estes são os dois tipos mais comuns de citação, para principiantes na escrita acadêmica é um bom começo.

Observe que, no final do texto, tenho que indicar as “referências” de tudo o que usei no meu artigo. Se li, mas não usei no meu texto, não cito nas referências. Se usei no meu texto, tenho que citar nas referências. É comum aluno colocar mais de dez citações na referência e não ter usado no texto – não pode. Use como regra o seguinte: fiz citação no texto, direta ou indireta, com menos de 03 linhas ou mais de 03 linhas, coloco na página das referências.

A página de referências é separada do texto, vem logo após a última página do artigo (seu texto). Elas devem ser numeradas de forma simples, sempre à direita, no alto ou abaixo. A capa não leva número de página. Após a página de referências, podem vir apêndices e anexos.

As páginas do corpo do texto precisam ter margem esquerda e superior de 3cm, lateral direita e inferior com 2cm. Clique em "justificar" para manter o texto ajustado sem sobras entre as palavras. O espaço entre linhas tem 1,5cm e parágrafos duplos. 


CITAÇÕES 

São vários os formatos de citações possíveis: autores de livros, artigos publicados em sites, reportagens de revistas e jornais, monografias e artigos, entre outros. Também há casos em que um autor citou outro. Ou autor que escreveu apenas um capítulo de livro cujo organizador é outra pessoa. Como faço???

Seguem alguns exemplos de citação indireta, em que não se coloca as palavras exatas do autor, apenas é feito uma espécie de comentário sobre o que ele disse:

     Faro (1999, p.32) afirma que o jornalismo tem a capacidade e o dever de incorporar o cidadão no processo social, sendo o jornalismo uma mercadoria associada ao padrão cultural do leitor - então considerado o consumidor do produto notícia. Sendo assim, o jornalismo não deve ser analisado apenas pelo aspecto técnico e sim como atividade cultural, veículo em processo histórico-social de uma nação.

Vamos supor que o leitor do seu artigo queira saber exatamente em qual obra FARO disse o que você disse que ele afirmou. Então, ele vai na última página do seu artigo e lá estará FARO, descrito nas referências que você usou no seu texto.  

Antes, uma observação que conta nos exemplos acima. Repare que se a citação é direta, o sobrenome do autor sempre virá em letras maiúsculas. Se for uma citação indireta, apenas a primeira letra virá grafada em maiúsculas, e o demais em minúsculas. Sempre com parênteses indicando ao menos o ano, dependendo do tipo de citação.

Na citação direta, sempre indicar entre parênteses: sobrenome em letras maiúsculas, ano da publicação e página. Se o seu leitor quiser conferir a citação exata, ele irá no próprio livro que você consultou e também encontrará a citação por inteiro (creio que você usou apenas uma parte, mas se o seu leitor tiver interesse ele pode ler o livro inteiro, se quiser).
Para isso servem as “referências”, para que o seu leitor continue lendo e buscando, “bebendo na mesma fonte” que você utilizou.

Assim, a pesquisa nunca se esgota, sempre haverá um texto fazendo referência de outros e se multiplicando.

Pesquisar não é lindo???

O exemplo abaixo traz duas citações, uma direta, com menos de 03 linhas, entre aspas, e outra, no final, indireta, com o nome de outro autor, entre parênteses, co, letras minúsculas. Note que o sobrenome “Buitoni” é usado duas vezes: na primeira com letras normais, só a primeira maiúscula por ser um nome próprio, e a segunda em maiúsculas, por estar no formato dentro de citação direta, entre parênteses, com letras maiúsculas, ano e página, conforme a norma ABNT. Veja:


Buitoni (2009) constata a inovação da revista Realidade para com o público feminino: “Os temas apresentados nessa Realidade quase nunca surgiam nas páginas da imprensa feminina” (BUITONI, 2009, p.105). A importância de se ter uma mulher com a formação de Carmem da Silva atuante como uma espécie de orientadora de mulheres está no fato de que a sociedade conta com os órgãos de imprensa para sua formação de opinião e exercício de cidadania, como citado acima (Melo, 2006).

Outra citação indireta, com o sobrenome do autor em minúsculas, e sempre seguido do ano de publicação entre parênteses:

     Autores como Vicchiatti (2005), fazem uma crítica ao exercício do jornalismo que já era uma preocupação dos editores da revista Realidade, sair do senso comum procurando tratar das questões polêmicas como uma mediadora que informava ao leitor, como quem busca a raiz dos problemas.


Seguem alguns exemplos de referências, apenas os mais simples como sendo um primeiro passo:


Exemplo 1 – Autor único de um livro:
ADAMI, Antonio. O Rádio com sotaque paulista. São Paulo: Mérito, 2014.

Exemplo 2 – Mais de um autor de artigo publicado em site, congresso científico:
ADAMI, Antonio e SANDE, Manuel Ángel Fernández. Revistas pioneiras de rádio na Espanha – Aos 1920. Disponível em <http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2014/resumos/R9-2618-1.pdf> Consultado em 18/05/2015.

RONSINI, Veneza. A perspectiva das mediações de Jesús Martin-Barbero (ou como sujar as mãos na cozinha da pesquisa empírica de recepção). In: GT12 “Recepção, usos e Consumo Midiático”, do XIX Compós, disponível em HTTP://compos.com.puc.rio.br/gt12_veneza_ronsini.pdf>   Consultado em 26/11/2011. 


Exemplo 3 – Mais de duas referências do mesmo autor (não preciso repetir o nome, deixo um traço, apenas):
 ORTIZ, Renato. A moderna tradição brasileira: cultura brasileira e indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 1998.
_______. Cultura brasileira e identidade nacional. São Paulo: Brasiliense, 2012.

Exemplo 4 -  Autor de Dissertação de Mestrado publicado no site da universidade:

VAZ FILHO, Pedro Serico. A história do Rádio Brasileiro pela perspectiva dos jornais e revistas do século XX. Disponível em <http://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2014/04/A-Hist%C3%B3ria-do-R%C3%A1dio-Brasileiro.pdf> Consultado em 02/04/2015.

Exemplo 5 – Artigo publicado em site:          
MAIA, Monica. Realidade – a que a censura destruiu. Revista de Comunicação. São Paulo, 18 de out. 1989. Disponível em < http://www.revcom.com.br/rc/rc0.asp > Acesso em 06/01/2011.

 Exemplo 6 - capítulo de E-book (com 1 autor e com 2 autores - repare o uso de IN e dos organizadores - onde se usa "orgs"):


     GODOY, T.F. Comunicação, cultura e política: um estudo da edição especial da revista Realidade - 1967 in HELLER, B.; LONGHI, C.R. (orgs.). Comunicação em tempos de midiatização. São Paulo: INTERCOM, 2013.


     GODOY, T.F.; SANTOS, B.C. Revista Realidade – Marcas de um sucesso editorial dos anos 1966/1967 in SANDE, M.F.; ADAMI, A.(orgs.). Panorama da comunicação e dos meios no Brasil e na Espanha. São Paulo: INTERCOM, 2012. 


Por regra, sempre se usa citar o sobrenome do autor, nome (inteiro ou abreviado), nome da obra escrita por ele, cidade onde foi publicado, seguido de dois pontos “:”, nome da editora, e ano da publicação, como consta no exemplo 1.

Se houver mais de um autor, segue a mesma regra, separando os nomes por “;” (ponto e vírgula). O nome do livro pode vir em itálico ou negrito, dando maior destaque.

Sendo publicação de capítulo ou de artigo dentro de uma obra organizada por outro autor, cita-se os dados do autor do capítulo, com o seu título usa-se "in" (que significa "em", usado em Itálico sempre que for palavra estrangeira). Na sequência vem os dados da publicação livro. Artigo (cito os dados) dentro do livro (cito os dados).

No caso do E-book, ele pode ter o link ou não, por exemplo, se eu recebi por e-mail, não vou ter o site onde foi publicado ou divulgado, mas obrigatoriamente devo citar os demais dados, como no exemplo 6. 

Se a referência estiver publicada na internet, depois de todos os dados usa-se o termo “disponível em” para indicar o site, que será literalmente copiado e colado entre o sinal “< e >” no começo e no final, como que “salvando” o link para evitar que outra letra sobre ou falte, o que poderia impedir a consulta, caso o leitor queira acessar o link. Não é só isso, depois do link usa-se “consultado em....” e coloca-se a data em que o pesquisador leu o texto na internet, pois ele pode ser deletado um dia, e a data da consulta assegura que você, de fato, fez a pesquisa antes de sua retirada do site.

Todos estes cuidados são necessários para manter a pesquisa organizada e torna-la padronizada para qualquer leitor do mundo identificar os mesmos itens, de acordo com as regras da ABNT. Seguir a norma dá maior credibilidade ao seu texto!


Por isso, também, a importância de não se copiar nada sem citar as referências. Texto de outro autor tem dono, crie o seu de forma original, sem cópias ilícitas, o que caracteriza plágio.  


PLÁGIO

Plagiar é copiar sem autorização ou sem dar o devido crédito a quem produziu o texto que você consultou em sua pesquisa. Plágio é crime, pois um autor não pode simplesmente se apropriar da produção intelectual de outro autor. Seja competente e produza você mesmo, ou cite com referências, dentro das normas.

Se não souber como escrever com as suas palavras comentando o texto de outro autor, saiba que é questão de prática. Pense num diálogo: como você diria algo sobre o que leu sem ler! Grave, se achar útil, depois escreva e veja se ficou coerente, de acordo com o que pretende para o seu texto. Quanto mais você ler, melhor vai escrever. Mas precisa praticar. Peça ajuda ao seu professor quanto a isso. 

Pesquisar não é copiar, nem imprimir um monte de páginas e entregar ao professor. Isso é apenas uma pequena parte do seu processo de pesquisa, a ninguém mais interessa, apenas o que você produzir a partir das leituras que fez e do texto que você mesmo desenvolver, com as suas próprias palavras.

O que pode e deve ser feito é intercalar suas palavras com as palavras de outros autores, usar um considerável número de citações, tanto de forma direta, como indireta, tanto com menos de três linhas, como acima de três linhas. Lembra das regras?


APUD

Ainda em referências, há casos de citação de citação, ou seja, Godoy usou o texto de Santaella. Não tenho acesso ao texto de SAntaella e por isso vou usar  Godoy citando Santaella, pois preciso usar a frase ou o parágrafo que ela mencionou no texto dela (Godoy), e que na verdade é de outro autor (de Santaella). Simples: uso o sobrenome do outro autor, o ano em que a fala dele foi publicada, em seguida uso o temo APUD (citado por), sobrenome que usei na minha pesquisa, ano e página. Tudo entre parênteses - palavras estrangeiras sempre em ITÁLICO.

Veja como fica:

        Texto, texto, texto da Talita Godoy onde cita Lúcia Santaella...faço a citação, direta ou indireta e em seguida referencio na norma....(SANTAELLA, 2010 apud GODOY, 2013, p.204).




NOTAS DE RODAPÉ

Elas são uma espécie de "parênteses", algo que complementa o que foi dito,mas sem interromper o leitor, sem sair da linha de raciocínio em que ele estava. 

Por exemplo: minhas alunas do secretariado fizeram artigo sobre a profissão. Por costume usa-se "secretária", no feminino, mas seria errado fazer isso num artigo por discriminar o fato de que muitos homens trabalham hoje como secretários, assistentes, assessores. O certo, então, é justificar que naquele caso escolheu-se o uso do termo no feminino por ser uma profssão praticada, em sua maioria, por mulheres. Para não interropmper o assunto que era outro, não esse, algumas alunas usaram o recurso da Nota de Rodapé, incluindo na parte de abaixo da página, essa observação. 

Outro exemplo é para quando se usa um texto extraído de um site e só aquela frase foi importante, não o resto do texto, ou seja, não quero incluir a referência na página de referências porque considero algo de menor importância, como se fosse apenas um detalhe. Cito o tal trecho, no final coloco entre parênteses o sobrenome do altor em letras maiúsculas, ano da publicação e site tal. Insiro no nome do site a Nota de Rodapé e abaixo do teto, no final da página escrevo: "Disponível em:"  uso o símbolo < e > para "proteger o link, ou seja, digito o link de onde tirei a frase do autor e coloco entre < e >. Após ">" digito "Consultado em:"  para indicar a data exata em que fiz minha consulta. Afinal, podem tirar o texto ou a imagem do site, não é? Desta forma garanto que minha pesquisa foi feita antes, caso o professor ou o leitor queriam consultar o link e não encontrem o conteúdo referido. 

Para inserir uma nota de rodapé (que é raro precisar): Na página do Word convencional, vou em "REFERÊNCIAS" (sexto item da esquerdapara a direita), deixo o cursor parado logo junto à palavra que será referenciada (normalmente ultimapalavra da frase), procuro "INSERIR NOTA DE RODAPÉ" e clico nele. Vai aparecer um numero pequeno no alto da tal palavra. Por exemplo, no caso das minhas alunas seria a palavra "secretária", pois é para o uso dela que foi incluir uma nota de rodapé justificando o uso no gênero feminino, certo? Escrevi o texto e nesta palavra incluo a nota. 

Automaticamente também aparecerá um numero pequeno, em fonte tamanho 10 na parte inferior da página. Ali escrevo o que pretendo, incluindo uma referência como a mencionada do site ou de uma imagem que inseri meramente para ilustrar, o que significa que não me debrucei naquilo para desvendar os mistérios da minha pesquisa... Só o que realmente usei como referência vai para a ultima página, e o que for de menor uso ou para justificar algo sem interromper o leitor, ou de fato um parênteses, por assim dizer, coloco em Nota de Rodapé.   


Dúvidas sobre a produção do meu primeiro artigo:

Precisa de capa? Siga as instruções do seu professor. Normalmente artigo não tem capa, tem um modo específico ser apresentado, mas cada professor vai orientar. No nosso caso escrevemos apenas 05 páginas, foi pedido uma capinha, mas apenas para formalizar a entrega do trabalho para a nota do segundo bimestre. Em geral, sigas as instruções do seu professor.

Precisa de sumário? Não, artigo científico não tem sumário nem capítulos. Pode ter subdivisões, intertítulos, mas não precisa de sumário nem de numerações internas (somente numeração das páginas).  

Precisa de resumo ou conclusão? Um artigo maior sim, mas como o nosso é o primeiro, não precisa. Mas só dessa vez!

Precisa de referências? Sim. SEMPRE!!!

De quantas referências estamos falando? Isso depende do pesquisador. Se o texto é grande, fica estranho ter uma ou duas referências. Ao contrário, se o texto é curto, fica estranho ter uma dúzia. Seja razoável e justo, se consultou menos do que 03 obras me parece muito pouco, mesmo para começar. E não apenas livros ou não apenas sites. O bom é variar sua fonte. Livros são considerados objetos sagrados para pesquisadores, especialmente se os autores forem conhecidos pela comunidade científica, dão respaldo e credibilidade a pesquisador, como dito adiante. mas a internet tem fontes atuais, artigos que são de fácil acesso e devem ser buscados. Mais cuidado com sites abertos, livres, em que qualquer pessoa fala o que quer, como entende. Eu mesma talvez não seja uma fonte adequada para outros alunos, pode não ser bem visto citar este texto numa pesquisa mais profunda por ser apenas um bate-papo nosso para simplificar o processo de sua compreensão. A não ser que o tema seja esse: dificuldade dos alunos em produzir um artigo acadêmico! Se fosse usar uma fonte para referência de Metodologia Científica, seria adequado usar também autores tradicionais, como Lakatos, Gil, Mattar e outros.   

Precisa diagramar o texto? De certa forma sim, ele deve ter fonte tamanho 12 no corpo do texto, espaço entre linhas de 1,5, margens esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2 cm. Texto justificado (nada de caminho no meio do mato, deve ficar reto nas margens direita e esquerda, obedecendo os parágrafos e as quebras de página. A última página é reservada para as referências. Se houver anexo ou apêndice, virão na sequência.

Se usar imagem da internet, preciso citar a fonte? Sim, sempre.

Lingugem, posso usar "eu acho" no artigo? Não! Artigo é resultado de uma pesquisa onde não se usa termos dessa natureza e nem primeira ou terceira pessoa (Eu / Nós). Por padrão, jovens autores usam verbos neutros, numa linguagem apropriada, que não é rebuscada, é apenas característica do texto acadêmico. Procure ler alguns artigos para sentir a diferença. Por isso citamos outros autores tantas vezes, pois estamos nos baseando na palavra de autores de renome para afirmar algo de acordo com a teoria que foi desenvolvida por eles. É um passo a mais no nosso aprendizado, mostro o que pesquisei e o que encontrei como referência naquele assunto. O uso de autores importantes, de livros e artigos científicos, acrescentam credibilidade ao meu texto.  Lendo a obra destea autores, vou adaptar minha linguagem ao texto acadêmico. 

Posso usar diagramas, quadros, planilhas e imagens no artigo? Sim, tanto no corpo do texto como no final, em anexo e/ou apêndice. Nestes casos (apêndice - quando você elaborou) cite a fonte como de própria autoria, se foi você quem produziu, ou como fonte, cite as referências de onde você reproduziu (de onde copiou/tirou) as imagens. Se for adaptado, diga em fonte: “adaptado de” e cite o autor.

São quantas páginas, em média? Artigos científicos são produzidos com 15 páginas em média. Siga as orientações do seu professor. No nosso caso a proposta foi de apenas 5 páginas, em média, por ser o seu primeiro artigo (brinquei no início que é um "mini" artigo, mas considero ótimo para começo).

Falta me dizer alguma coisa? Sim, muita coisa. Mas o citado aqui serve para um bom começo. 

Lembre-se das recomendações dadas em sala de aula, consulte as normas ABNT sempre que tiver uma dúvida, pergunte, leia outros artigos e arrisque-se. Só vai ficar bom se você começar, fizer antes diversas leituras, mostrar sua primeira página escrita ao professor e aos colegas para, aos poucos, acertar o passo.

Sugiro começar pelo "Google Acadêmico". Digite o tema que deseja pesquisar e virão links de livros, artigos científicos, sites específicos e outros materiais importantes para dar início à sua pesquisa. Salve os links numa lista para consulta posterior, podem ser úteis. 

Veja a página, é igual a do Google, mas o conteúdo que vem na pesquisa é específico para estudantes e pesquisadores: 







No começo é complicado, não apenas parece - é. Para vencer as barreiras leia o artigo de outros autores de renome, busque informação e aventure-se. Logo você pega o jeito da escrita, que não é a mesma coisa que escrever nada do que escreveu antes, e então ficará bem mais fácil. Garanto a você!

Sabe do que mais? Você sentirá seu progresso a ponto de ter orgulho do trabalho pronto. 

Duvida???? Está lançado o desafio!



Boas leituras, boa pesquisa e bom texto.  


Talita Godoy
09/06/2015



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domingo, 7 de junho de 2015

Exposição: 70 anos do fim da II Guerra


Termina hoje a exposição "70 Anos do Fim da II Guerra Mundial", exibida na Biblioteca do Memorial da América Latina. Os alunos do 5º e 6º semestres do curso de Publicidade e Propaganda puderam ver fotos e cartazes de guerra, anunciando a vitória russa. 

Veja as fotos:









































Talita Godoy
05/06/2015


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Exposição - 100 anos de garrafa


Neste fim de semana, a Coca-Cola comemorou 100 anos de garrafa do seu mais importante produto com uma exposção no Parque Villa Lobos. Estivemos lá para apreciar, nos divertir e aprender muito, pois foi uma verdadeira aula de Marketing.

Saiba mais no link do Blog Talita Comunica:

http://talitacomunica.blogspot.com.br/2015/06/exposicao-100-anos-de-garrafa.html





Estande da Coca-Cola, no Parque Villa Lobos, estratégicamente 
localizado junto à entrada que tem acesso pela estação de trem.
Lição de Marketin número 1 do dia!





Personaldiades e objetos com as cores e símbolos relacionados à marca.



Garrafas antigas.



                                 Como parece, até a Estátua da Liberdade apoia a causa.




                                      Alexandre Top Model, nosso anfitrião.



                                             
                                             Eu, tietando Alexandre top Model.



Domingos, Valéia e Valéria, Washington e Cláduio exibindo 
suas fotos instantâneas (tamo junto)!



                                            Cláudio Patez girando as garrafinhas. 



                                                        Washington, em 3D...





Talita Godoy
05/06/2015


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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Endomarketing - Semana Acadêmica de Comunicação


Semana da Comunicação apresenta palestra 
sobre Endomarketing


Endomarketing: quem sabe, quem faz? Ou ainda, poderíamos perguntar: quem sabe que faz???

A palestra proferida pelo consultor de RH da Universidade Anhembi Morumbi, Luiz Sábio, aos alunos de Marketing, Publicidade e Propaganda, período noturno, aconteceu na terça-feira, 26/5/2015, no auditório da UNIESP – unidade Centro Velho, ocasião em que se procurou responder estas e outras questões sobre Endomarketing, comunicação nas empresas.

Primeiramente, pudemos compreender o termo e sua origem: Endo, vem do latim, significa “para dentro, movimento interno”, portanto, atrelado ao Marketing sugere a expressão “Marketing interno”. Mas não é só um termo técnico, Luiz Sábio mostrou os efeitos possíveis quando uma empresa procura engajar seus colaboradores ao notarem que trabalham numa empresa que presta um bom produto ou serviço ao público externo e ao público interno, valorizando seu nome, como marca, e sua equipe.



                                                       Palestrante Luiz Sábio


Como consultor de RH, algumas verdades foram ditas, causando certo impacto no público, por exemplo, o fato de que atualmente muitos têm a oportunidade de concluir uma faculdade, mas será que é isso mesmo o que garante uma vaga? Ele deixou claro que cada um é cobrado pelo que se espera em um cargo ocupado, se a pessoa não tiver conteúdo, logo o mercado a excluirá. Não adianta achar que o outro tem sorte quando o que há é muito preparo. Com isso ele deu os parabéns aos presentes por estarem aproveitando seu tempo naquele momento, pensando no seu preparo pessoal e profissional, o que foi de grande incentivo para o público. 

Um dos pontos altos foi a interação dos alunos com o palestrante, sempre atentos e respondendo às perguntas intrigantes que eram feitas, como: de que forma a empresa onde você trabalha desenvolve ações de Endomarketing? A princípio poucos souberam responder, mas durante a conversa, foi possível notar que na verdade muitas empresas aplicam o Endomarketing, com ações do RH, mas não têm compreensão da técnica e nem contam com o setor de Marketing para desenvolver em conjunto uma ação mais dirigida e eficaz. Um simples comunicado pode ter efeito diferente quando elaborado de forma estratégica, indo além de informar, mas com o foco de engajar o colaborador em determinados casos.

As histórias pessoais e de trabalho que o palestrante contou, e a forma como ele o fez, prenderam a atenção de todos, por sua simpatia e desenvoltura, além do conteúdo que certamente fez com que os alunos saíssem dali com uma visão bem mais apurada do assunto e com uma forte injeção de ânimo. Luiz Sábio contou sua trajetória de vida, nada fácil, mas vitoriosa, por persistir nos seus sonhos e sempre se preparar para cumprir metas e alcançar os objetivos. Deixou a todos uma grande lição de vida e estímulo para seguirmos em frente!




Público interagindo com o palestrante Luiz Sábio 



No encerramento, Luiz Sábio deixou duas frases para reflexão:

“Se você acha a educação cara, experimente a ignorância” - Derek Curtis Box, Reitor de Harvard, 1971 – 1991  

“Sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade” – Sêneca


Além dos alunos, estiveram presentes os professores Amanda Pellini, Alexandra Soares, José Ruiz, com destaque à presença do aluno Domingos filho, do curso de Publicidade e Propaganda matutino - sempre em busca de informação e conhecimento. 

Aproveito para agradecer ao apoio técnico dos colaboradores Isaías e Nice, que também é aluna do curso de Marketing e aproveitou para assistir a palestra, além da presença do consultor Luiz Sábio, que arrasou na sua apresentação. Que venham outras palestras e aulas!

Fica o convite aos alunos para que, seguindo os conselhos do palestrante Luiz Sábio, aproveitem mais o seu tempo quando oportunidades como esta surgirem.



CONTATO LUIZ SÁBIO: sabioluiz@yahoo.com.br



Talita Godoy 
27/-5/2-15

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terça-feira, 19 de maio de 2015

Tópicos de Marketing e Comunicação com o público-alvo



Tema da aula: Tópicos de Marketing e comunicação com o público-alvo
Turmas: Marketing; Publicidade e Propaganda
Data: Fevereiro


Mix de Marketing / Composto de Marketing
(Kotler e Keller, 2006) Combinação estratégica de uma oferta (produto ou serviço), em um determinado market place (praça), precificada de acordo com o valor percebido pelo mercado (preço) e divulgada pelo próprio meio ou pelo ambiente físico (promoção).

Quatros Ps:
Produto;
Praça;
Preço;
Promoção.

A comunicação com o público envolve:
O que dizer;
Como dizer;
Quando dizer;
Para quem dizer.

Definição de comunicação
Do latim, comunicare, comunicação significa compartilhar, tornar comum;
Comunicação: palavra composta por comum (indica algo que pode pertencer a todos) e ação (agir, atuar).

A ideia básica do termo comunicação se refere à transmissão ou encaminhamento de informações em determinado grupo, entre seus participantes. Processo social que permite o relacionamento e a interação de membros de um mesmo grupo.

O filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), defendia a ideia de que o principal objetivo da comunicação é o de persuadir, ou seja, a tentativa daquele que comunica (o emissor) de convencer a audiência (os receptores), trazendo-os para o seu ponto de vista.
Influência = necessidade básica da persuasão. 

ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO
Emissor: quem transmite determinada informação; cabe a ele selecionar os meios e os melhores recursos para se comunicar (ser entendido pelo receptor);
Receptor: quem recebe a mensagem enviada pelo emissor; público-alvo do emissor;
Mensagem: informação enviada pelo emissor ao receptor;
Contexto: momento ou situação em que a comunicação se processa; referencial situacional comum ao emissor e ao receptor;

Canal: meio pelo qual a mensagem é transmitida do emissor ao receptor, efetivando sua circulação. Suporte necessário para que a mensagem transite;
Código: conjunto de signos utilizado para efetivar a transmissão das mensagens. Podem ser idiomas, Libras, mímica, dança. É o código que deve ser compreendido pelo receptor e portanto, deve ser do conhecimento de quem recebe a mensagem. 


                 

 
Elementos básicos da comunicação



RUÍDO
Qualquer elemento que possa prejudicar a compreensão da mensagem:
- Vocabulário; linguagem desconhecida pelo receptor;
- Assuntos ou símbolos desconhecidos pelo receptor;
- Barulhos e sons que o impeçam de ouvir bem;
- Desconforto físico ou ambiental (Ex: calor ou frio)
- Excesso de imagens ou apelos visuais que tirem o foco de atenção do receptor;
EX: filme estrangeiro sem legenda ou com “chiados” na tela, conversas paralelas no cinema.

FEEDBACK
Entendimento da mensagem por parte do receptor (C.E. Shannon e W. Weaver, 1949).
Processo de decodificação do código emitido pelo emissor. Para isso o emissor deve ter compreensão do universo do receptor, se antever das possíveis dificuldades que o receptor possa ter.
O emissor deve se preocupar não apenas em fazer com que a mensagem chegue ao receptor, mas certificar-se de que ele a compreendeu.


CAPTAÇÃO DA MENSAGEM

Atenção seletiva: o indivíduo capta melhor as mensagens mais claras. As pessoas recebem inúmeras mensagens por dia, as mais claras, com mais frases de efeito e recursos visuais serão mais facilmente captadas;

Distorção seletiva: a pessoa tende a captar com mais facilidade as mensagens que são de acordo com suas crenças, opiniões, valores, ou seja, gostam mais daquelas com que mais concordam. Ele se envolve com aquele ponto em específico e pode não perceber outros pontos. A mensagem deve reforçar os pontos importantes para que todo o conjunto seja compreendido.

Retenção seletiva: as pessoas retêm por mais tempo uma pequena parte das mensagens. Se o receptor estiver positivo à mensagem e receber argumentos de apoio, é possível que a mensagem fique retida por mais tempo. Porém, se estiver negativo, e houver contra argumentos não rebatidos, irá rejeitar a mensagem, apesar de retê-la.

INTERFERÊNCIAS
Tanto o nível de instrução, como o de inteligência interferem fortemente na recepção da mensagem por parte do receptor. Assim, à medida que o receptor é mais educado, maior será o esforço impresso na persuasão por parte do emissor. 

Atenção: capacidade de concentração; nos possibilita reparar em algo, notar um objeto entre vários;
Inibição: capacidade de isolar algo que está ao redor;
Interesse: aumento de atenção sobre algo;
Memória: lembrança de fatos; reconhecê-los e relacioná-los com experiências passadas;
Percepção: registro de um objeto ou ideia em nossa consciência. Tecemos impressões sobre fatos, coisas e pessoas em função de registros anteriores;
Imaginação: aptidão de reviver na consciência objetos ausentes em determinado momento. Dessa forma, a imagem retida em nossa mente volta e o “enxergamos” novamente;
Emoção:  resultante de uma modificação súbita ocorrida no meio que nos cerca; trata-se de uma oscilação em nível mental e que é sempre causada pela presença de um fenômeno representativo em nossa consciência;
Vontade/ato voluntário: potencial para atingir segundo nossas próprias preferências; 
Conduta: forma de agir, que tem a ver com o nosso jeito de ser;
Necessidades biológicas: fatores dinâmicos e naturais que dão a origem (causa) da conduta;
Desejo: expressão consciente da necessidade.

INFLUÊNCIAS

Associação de ideias: união de ideias, fatos e lembranças;
Motivação: predisposição para agir de determinada maneira.
Sugestão: ideia ou plano de ação que o indivíduo aceita incondicionalmente. Umas pessoas são mais sugestionáveis do que outras.

Meios de atuação da sugestão:
Repetição: de tantas vezes ouvido, o conceito passa a ser aceito;
Convicção: confiança de quem fala. Texto e interpretação devem trabalhar a favor;
Atmosfera: o ambiente que circunda o produto é um veículo sutil;
Imitação:  a moda é a expressão máxima da imitação; O homem emula o comportamento dos demais;
Empatia: capacidade de identificação com o que o outro sente; sentir o que se passa no íntimo; aspecto coletivo da sugestão-imitação.

ELABORAÇÃO DE MENSAGENS
- Usar linguagem apropriada e acessível à sua audiência;
- Escolher canais (veículos de comunicação) de fácil acesso ao seu público;
- Estabelecer de boa relação entre você  (sua empresa) e seu público emissor e receptor;
- Usar linguagem apropriada e acessível à sua audiência;
- Escolher canais (veículos de comunicação) de fácil acesso ao seu público;
- Estabelecer de boa relação entre você  (sua empresa) e seu público emissor e receptor;

RELACIONAMENTO COM O PÚBLICO
- As empresas precisam assumir o papel de comunicadoras com frequência;
- Comunicar-se com os atuais e potenciais clientes e, ainda, com o público em geral;
- Saber o que dizer, como dizer e quando dizer algo para seu público;
- Construir e manter uma imagem positiva da marca de seus produtos e serviços;
- Manter diálogo interativo com os clientes durante todos os estágios da venda, consumo e     pós-consumo, para que o ciclo se reinicie, consolidando o relacionamento.

OBJETIVOS DO RELACIONAMENTO COM O PÚBLICO
- Efetuar mais que uma venda, buscando a continuidade do relacionamento e do consumo, repetição da compra;
- Cliente deve ser lembrado nas etapas seguintes após a venda; seu esquecimento pode representar perda para o concorrente;
- O esforço durante a pré-venda significa a conquista da atenção do cliente para o produto ou serviço. Esta atenção deve ser mantida durante o consumo (pontos de contato como site, SAC, e-mail etc).


MODELO “AINDA” DE COMUNICAÇÃO
A – ATENÇÃO
I – INTERESSE
D – DESEJO
A – AÇÃO


(A) Atenção: o processo de comunicação deve atrair a atenção para a mensagem, ela deve mencionar claramente a possibilidade de atendimento da necessidade ou desejo do consumidor;
(I) Interesse: foco em manter o interesse dos consumidores. Ressaltar os benefícios e diferenciais da oferta;
(D) Desejo: os dois primeiros passos despertam o desejo de compra. A mensagem deverá traduzir-se na mente do consumidor como possibilidade de atendimento de sua necessidade ou desejo;
(A) Ação: Ao concluir que suas necessidades e desejos serão atendidos, o consumidor vai transformá-los em realidade, saindo em busca da oferta.


PONTOS DE OBSERVAÇÃO

Definir o que deve ser dito: definição do conteúdo, respeitando as características detectadas no público-alvo;
Cuidar da elaboração da mensagem de forma lógica: estruturar a sequência da mensagem de forma que ela faça sentido;
Definir formas de transmitir a mensagem de maneira simbólica: formato da mensagem, observar os símbolos e a linguagem utilizados;
Definir quem dará voz à mensagem: diz respeito à fonte da mensagem (pessoas, personagens), credibilidade da fonte.

CONTEÚDO DAS MENSAGENS

Racional: argumentos relativos à qualidade, valor, desempenho etc; relacionam-se aos interesses do consumidor, como benefícios e diferenciais do produto/serviço;
Emocional: situações que envolvem desejo, repúdio ou culpa, apelos que podem despertar emoções positivas ou negativas. Usados, por exemplo no dia das mães;
Moral: são abordadas questões que envolvem atitudes, senso comum do que é certo ou errado. Frequentes em causas sociais, ex: antitabagismo ou direção segura.

CARACTERÍSTICAS DE UMA FONTE CONFIÁVEL

- Credibilidade;
- Simpatia;
- Conhecimento sobre o produto/serviço.


POR HOJE É SÓ.
BONS ESTUDOS!!!


FONTE
PHILIP KOTLER. Administração de Marketing, 1998.